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| Acompanhado
pelo editor da revista Superinteressante, Denis Russo, encarei o longo
vôo para Auckland, na Nova Zelandia. De lá embarcariamos
no navio Farley Mowat com a missão de fotografar e documentar
a campanha contra a Caça às Baleias da Sea
Shepherd na Antártida. |

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Após
conhecermos o navio e parte da tripulação, participamos
de um briefing de segurança.
Aprendemos a localização dos botes de emergência,
como vestir corretamente o colete salva-vidas,
e outros detalhes importantes. Depois tivemos uma simulação
de abandono do navio. |
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Desci
até a minha cabine, contando os degraus e decorando
o caminho. Tentei visualizar o caminho inverso. Deitado em
meu beliche, aguardei o sinal. Um apito soou e tinhamos um
minuto para chegar ao deck. Subi rapidadmente as escadas
tateando para não bater a minha cabeça, e virei à
esquerda
em um corredor. Eu acreditava que no final estaria a porta
para o deck externo. Fui andando, andando, e de repente
despenquei uns três metros de altura. A sensação
foi horrível, porque eu estava de olhos vendados e quando
comecei a cair não sabia onde isso iria acabar. A resposta
foi rápida. Uma pancada seca e muita dor.
Eu havia caido de um deck para
outro deck inferior. O impacto principal foi no alto da coxa
esquerda. No fim do corredor, seguindo reto, estava a escotilha
por onde despenquei. Do lado direito, a saída correta.
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O
responsável pela segurança, Tim, ficou arrasado. Ele
deveria estar ali para evitar que alguem despencasse.
Apesar do susto e de um grande hematoma, não aconteceu nada
mais grave. Enquanto eu passava um creme
antiséptico, fiquei pensando que se eu tivesse quebrado a
perna ou um braço, algo bem plausível devido a
altura que eu despenquei, a minha viagem poderia ter acabado ali
mesmo e eu não teria o privilégio de
conhecer a Antártida. |
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