Como você aborda os seus fotografados? Pelas imagens
temos a impressão de que a maioria não desejaria
ser fotografada.
Não há uma receita para isso. Eu acho que
deve ter algo a ver com a minha personalidade. Eu acho que
o mais importante é que eu não julgo os meus
fotografados, e eu acho que eles podem sentir isso. Provavelmente
é por isso que confiam em mim.
Também,
o projeto das gangues e dos viciados não foi planejado,
rolou por acidente-eu nunca planejei isso. Eu não
acho que você pode planejar projetos assim. Você
ficaria surpreso quantas vezes pessoas me pediam para fotografá-las
enquanto injetavam drogas ou exibiam suas armas. Eu penso
que muitas destas pessoas estão conscientes de que
não estarão aqui por muito tempo, é
uma maneira deles serem lembrados
Você fica em contato com as pessoas que fotografa
(depois de fotografa-los)? Você os dá ampliações
fotográficas?
As vezes fico em contato. Novamente, não há
regras. Eu geralmente não dou ampliações
para quem fotografo, mas dei cópias para alguns membros
de gangues quando “It’s All Good” foi
publicado, e eles amaram.
O que o motiva a fotografar? O que o inspira?
Eu faço porque tenho que fazê-lo ou eu morreria.
Eu apenas sigo o meu coração. O que me inspira
muda a toda hora. Agora estou inspirado pela vida normal
cotidiana. Eu tiro muitas fotos de pássaros e cães,
árvores, sombras… mas isso evolui o tempo todo
e ai está a beleza.
Habilidade
social é mais importante do que técnica?
Eu acho que ambos são igualmente importantes
no tipo de fotografia que eu faço, que é documentária.
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