Após
uma hora de bacolejo o onibus quebrou. As chollas
desceram e começaram a improvisar um acampamento, resignadas
a passar a noite no deserto. Nós não estavamos muito
a fim. Paramos um caminhão, o único que passou. Por
coincidência, era o caminhão tanque que havia abastecido
o posto de Uyuni com o diesel que o onibus havia usado. Ia para
Potosi. As chollas tentaram convencer o motorista a deixa-las
ir conosco, mas o motorista liberou solo para los gringos.
Iamos
espremidos
entre o mecanico do caminhão e o motorista. A estrada era
uma piada. O motorista, José, optou por uma trilha paralela.
De areia. Obviamente, atolamos, com um caminhão tanque.
O mecânico e o motorista estavam preparados, e enfiavam umas
toras embaixo dos pneus carecas. Em vão. O caminhão
não saia do lugar, e logo estavamos todos cobertos de areia.
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