LOST ART UPDATES

 

 

 

 

 

29.06.06 VIVA BRASIL!

 

 

 

 
 
 
 
Irina faz ponto no Wenceslas square na frente do National Museum. Sente saudades da sua casa na Bulgária e sonha com o slav gyuvech que sua mãe fazia. Seus pais pensam que ela é uma modelo de sucesso em Praga. Na rua, reconhece de longe os batedores de carteira e os traficantes. Principalmente os traficantes. Quando passa, sussurram "charlie", oferecendo cocaína. Irina é viciada mas mais do que tudo queria se livrar de Vladislav, o russo. Vlad, como todos o conhecem, é muito temido. Violento, não teme a polícia nem os traficantes. Máfia russa. Irina queria deixa-lo para ir trabalhar em um Club. Sair da rua. Saiu. Ninguém sabe onde foi parar. Sobrou apenas uma calcinha no chão.  

 

Da série exposições que gostaríamos de ver... Motivational Baggage (Mills Gallery, Boston Center for the Arts) do nosso amigo Sonik.

 

 

chienne de guerre

Faz tempo que não indicamos os livros que estamos LENDO, então segue uma boa recomendação: Chienne de Guerre de Anne Nivat.

Anne Nivat é francesa, e correspondente do jornal francês Liberation em Moscow. No livro Anne ousa fazer o que nennhum outro jornalista fez: entrar na Chechênia no início da guerra, vestida como uma camponesa, apenas com um telefone via satélite por baixo da roupa. Anne conseguiu acompanhar os guerrilheiros, entrevistar líderes rebeldes, e sair viva para contar a sua história. Despida do bravado e machismo típico dos relatos de guerra, Anne conta uma história comovente e fascinante. Em tempos de jornalistas embedded no Iraque onde o exército americano controla o acesso a toda informação, é sensacional ler algo escrito do ponto de vista de pessoas civis que estão em situações de guerra, sem interferências externas. Assim como Robert Young Pelton, que não acredita no que lê na mídia e busca ver a realidade com os próprios olhos, Anne Nivat é uma jornalista no sentido completo da palavra, buscando in loco as respostas para as suas perguntas.

Links relacionados: OUÇA: Anne Nivat Entrevista REAL AUDIO + NPR LEIA :Trecho do Livro + Entrevista + Entrevista PBS + REVIEW + BIO VEJA : Fotos da Chechênia de James Nachtwey.

 

 

Da série LOST friends around the world... Alexandre Órion (que você viu aqui primeiro) expoe na Foley Gallery (New York) e ainda ganha destaque na edição atual da revista New Yorker.

 

 

 

A capa do livro ao lado nos chamou a atenção e nos apresentou ao trabalho do poeta, escritor, e tradutor austríaco Enst Jandl. Adorariamos poder ouvi-lo declamar um poema Dadaísta como "schtzngrmm" (sobre as trincheiras alemãs na primeira guerra mundial) mas não teremos esta chance porque ele morreu em 2000...

 

 

 

 
VASKO manda detalhes de sobreviventes dos seus impulsos auto-destrutivos pós-expo. E a gente reza para que tirem os fósforos do alcance dele.

 

 

Da série perfect gift ideas, ONESTO, Kboco, e outros artistas em novos prints na Choque Cultural.

 

 

 

 

26.06.06

Dan Chung, do jornal inglês The Guardian, apresenta o seu kit para cobrir a Copa.

 

 

25.06.06

 

A Profecia | No Meio da Rua

 

23.06.06 VIVE LA FUCKIN' FÊTE!!!

 

 

Sensacional o show do Vive La Fête na festa da Chilli Beans ontem na The Week (r. Guaicurus, 324, t. 3818-3030). Encontramos meio mundo, muuuuitos amigos, e... electro coisa nenhuma: real loud guitars, diversão, e... voltamos todos pra casa surdos, cansados e felizes. Hoje tem show e só podemos dizer uma coisa: se você está em SP faça o que for necessário mas não perca esta oportunidade. Lost Art recomenda!

 

Da série don't ask, don't tell...

 

 

Antes do show, jogo Brasil x Japão na casa do Jun com André, Jorginho, Lecuq, Maká, Tarobinha "brasil campeão do mundo do mundo do mundo", Richard, Coca, Baixo & Mariana, e mais uma galera... Na foto acima Tarobinha e Jun comemoram o 1 x 1 no finalzaço do primeiro tempo.

 

 

Voltamos. Estivemos em lugares onde o tempo anda em outro ritmo. Na foto, Dona Iria com 103 anos na pequena Serra das Araras, norte de Minas Gerais. + Brasil aqui.

 

Da série e-mail é bom mas correio é muito melhor, Sonik manda uma pacoteira com muita coisa bacana. Entre elas, a última Swindle, com matéria de Car Parts by Lost Art e uma edição da Print Magazine com matéria de pixo do Sonik ilustrada com imagens by Lost Art. Fora isso, revistas, zines, e otras cositas más.

 

Garfield 2 (sério)

 

 

 
 
 
 
Luis Vitão na veia: A matéria de capa da SWINDLE sobre peças falsificadas ficou sensacional. Falando em fake: Original - Fake lança bikinis by Kaws.
 
     

Da série exposições que gostaríamos de ver... Wishy Washy (Bellwether Gallery, NY) dos fabulosos Clayton Brothers.

 

 

 
 
 
  Conhecemos o artista Moacir em uma das nossas viagens à Chapada dos Veadeiros. Como ainda não existia nada dele online, criamos uma galeria em Lost Art. Tambem temos alguns originais na nossa coleção e sempre que passamos por São Jorge fazemos questão de visitá-lo e levar algum material de pintura (giz de cera e cartolina). Agora, Moacir virou filme, e já está em cartaz o domentário MOACIR - ARTE BRUTA de Walter Carvalho (co-diretor de Cazuza).  

 

Rake Art é um dos sets do Flickr que merece uma visita demorada...Fotos sensacionais de desenhos efêmeros criados na areia captados com câmeras empinadas em pipas com resultados maravilhosos. Lenny e Mariel também tem um blog.
 

 

Na semana passada o futuro das baleias estava sendo definido na IWC e iniciativas individuais como a de Bruce Foerster em Belize merecem todo o nosso respeito e admiração.

 

 
Tá acabando mas ainda há tempo para ver a expo do Kboco na Choque Cultural.

 

 

Da série exposições que gostaríamos de ver... Loretta Lux (Yossi Milo Gallery, NY).

 

 

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04.06.06

 

 

 

As criaturas "quase nuas" de Noah Z. Jones não são apenas animais adoráveis. Todas tem uma personalidade distinta com características bem específicas. Algumas curtem cinema mudo e banhos de espuma, outras odeiam picles e louça suja. Irresistível! Clique nas criaturas acima para conhecer todas. Alguns lembram os Ugly Dolls, mas com muuuuito mais personalidade.  

 

 

 

Todo Mundo em Pânico 4

 

 

 

Se você prestar atenção na foto acima verá o flagrante de um atleta da elite fazendo um xixi rápido a poucos instantes largada da Maratona de SP. Fora isso, sem grandes novidades, quenianos na frente e muita gente sofrendo para completar os 42km.

 

 

 

03.06.06 DA RUA

 

 

01.06.06 JUNHO? JÁ? DAMN!

 

Ontem rolou evento (de manhã) e festa (à noite) da Nike com presença de inúmeros amigos: os Gemeos, Vitche, Jana, Ciro, Onesto, Coió, Ise, Titi, Nunka, Binho, Tinho, Kboco, Nuts, Akira, Zezão, Dona Margarida, Armando, Igor C, Carol Pink, Poisé, Kishi, André, William B, Jotapê, Diogo, e tantos outros que fica difícil citar todos aqui. Foi bacana encontrar todo mundo enquanto rolava Control Machete e catering caprichado com trufas de chocolate branco e drinks.

Pela manhã foram apresentados os designs dos uniformes de futebol de vários países e das colaborações de artistas como : os Gêmeos (Brasil), Misha (Austrália), Rostarr (Koréia do Sul), Danijel Zezelj (Croácia), Stash (Estados Unidos), Delta (Holanda), Mr. Cartoon (México), e Nuno Valério (Portugal).

 

 

Ganhamos e piramos com o livro SKATE ARTE do fotógrafo-skatista-artista Flávio Samelo. O livro, com textos, desenhos, fotos, e design do autor, mostra muito mais que imagens excelentes de ação e captura o lifestyle do skate em uma obra brasileira inédita. O olhar do Flávio vai além do lugar comum das publicações especializadas e retrata de forma especial uma cena real, autêntica, sem o verniz do hype, mesmo que o livro tenha sido bancado pela Nike (who cares?). O livro não está a venda e já virou item de colecionador. Curtiu? Alguns exemplares estarão disponíveis na Choque Cultural quando rolar a expo do Samelo. Stay tuned.

 

SNEAKER WARS

A Adbusters deste mês publicou uma matéria sobre a entrada da Nike no mercado de skate. Dá pra ler aqui [+] (scroll down).Todo mundo sabe que a briga da Adbusters com a Nike virou algo pessoal mas há algumas boas verdades no texto. Tem gente retratada que não gostou, tem marca lutando para defender o seu território, e até a própria Adbusters lançou os seus blackspot shoes [+] para entrar na guerra dos tênis. Graffiti, street art, skate, e a ginga [+] brasileira são algumas das armas utilizadas nesta guerra com resultados diversos. A Adidas tentou com o Adicolor mas a Nike tem muito mais munição, e mesmo assim o que a gente mais viu nas ruas de Amsterdam, Londres, Berlim, e Praga foi Vans, Converse, e Puma. A Nike já errou, já se desculpou, e continua correndo atrás do atraso. Grandes ações com trabalhos d'os Gêmeos (e mais recentemente Tinho e Titi em Berlim), assim como a publicação do livro do Samelo são grandes acertos.

A guerra continua e quem consome com consciência sabe que a essência das ruas está nas ruas e que as grandes corporações sempre buscarão se associar ao que consideram atual, moderno, hip, up to date, hype, e NOVO, a palavra mais desgastada na publicidade (Nova Schin, Nova Coca Light, Novo Chevrolet, ad nauseaum, give me something OLD that works anyday, ou algo REALmente novo!).

Aqui não estamos vendendo absolutamente NADA. Já que hoje em dia tudo que é alternativo já foi assimilado pelo mainstream, quem sabe a rebeldia consista em gastar o seu dinheiro suado sem se deixar enganar pelo hype. E nessa hora, as revistas atrapalham bem mais que ajudam, ja que precisam vender páginas publicitárias para sobreviver.

 

 

Da série Museus que Amamos...
O Museu do Comunismo em Praga não figura na maioria das listas de atrações da cidade mas vale a visita.

 

 

CHUPINS existem em toda parte, mas desconhecíamos uma nova espécie que surgiu com a popularização das câmeras digitais. Ao fazer o nosso street em Praga fomos (per)seguidos por criaturas que viam o que estávamos clicando para em seguida tentar fazer as mesmas fotos. Isso tem nome: PHOTO-LEECH, mas esses sanguessugas visuais são inofensivos. Desejamos que aprendam a ver com seus próprios olhos mas ficamos felizes em inspira-los a enxergar o mundo de outra forma.
 

 

 

 

LENDO E CURTINDO:

EVERYTHING THAT CREEPS da Liz McGrath

Já conhecíamos e já haviamos falado da arte incrível da Elizabeth McGrath antes nestas páginas. O livro é lindo e cada página tem uma surpresa diferente. Adoraríamos ver uma exposição dela, já que muitas de suas obras são objetos reais que habitam um universo muito singular. O dólar deu uma subida nestes dias, mas mesmo assim, por US$ 24 na Amazon o livro é uma verdadeira pechincha. Lost Art recomenda.

 
 

 

 

Todo mundo super ocupado em SP, correria geral, muita coisa rolando e a gente ainda correndo atrás do atraso. É bom ficar viajando um mês fora de SP mas também tem um monte de coisa que vem junto que pega...

Já que a idéia deste espaço é somar (e não apenas criticar) e perguntaram nos comments se ainda há revistas que valem a pena a resposta é sim, existem. Como trabalhamos com artes visuais, nossas favoritas tendem a ser publicações que sabem valorizar o espaço de uma página, de uma dupla, e se preocupam em transformar a experiência em algo visualmente estimulante (isto já elimina 99% do mercado editorial brasileiro, né?).

São raras as publicações que merecem assinaturas e poucas as que tem edições consistentes número após número. Começando pelas de fotografia, a Photo francesa e a American Photo geralmente valem a pena (a francesa sempre mais que a Americana), mas geralmente as melhores edições são as dos concursos AMADORES, onde é sempre possivel encontrar um fresh look entre inúmeros clichês. A National Geo sempre vai valer a pena pelas imagens e mapas (pra quem curte), e nos últimos anos abriu um pouco o leque de colaboradores. Fora essas básicas, as especializadas Bike, Transworld Skate e Snowboarding, Climbing, Surfing, e outras costumam publicar PHOTO ANNUALS que (quase) sempre tem algo especial (tudo bem que o último Photo Annual da Climbing está lastimável).

No Brasil, destaque para a VISTA, revista do sul de skate que desbanca todas as revistas de skate de SP. A revista 2005, do nosso amigo Dandão (companheiro da viagem de Trindade e outras roubadas clássicas) tem tudo para ser uma revista dos sonhos, menos a periodicidade. O Garrido e a turma do Rio que publica a Vizoo também merecem todo nosso respeito, assim como algumas revistas custom que conseguem ir além do branding (as vezes) e publicam material de qualidade.

A Vice, gratuita, criação de (ex-)junkies de Toronto virou um fenômeno mundial e pode ser encontrada gratuitamente em várias cidades do mundo, sempre seguindo a fórmula políticamente incorreta que permite erros muitas vezes melhores que os acertos. Curtimos muitas outras, a Juxtapoz sempre nos apresenta algum artista novo, nunca vimos uma Dune japonesa ruim (do Charley, personagem-figura do filme Lost in Translation), a Tokion tem algumas edições temáticas supreendentes além do genial Tokion Tree Fund, a Swindle já é mais que uma revista, a ITCH sul-africana é excelente, a Think Again de Praga é a revista gratuita que a Venice e a Pista daqui poderiam ser, a Adbusters é inconsistente mas (quase) sempre vale, e a Colors é uma sombra do que já foi mas ainda é melhor que muitas. We Are Different, Rojo, Flaunt, Giant Robot, Found, Mass Appeal, Hamburger Eyes, variam bastante mas nos interessam, e a Backjumps em formato live in Kreuzberg é o que há, ninguém fez algo parecido.

Para ler: New Yorker, Harper's, Esquire, Vanity Fair, Economist, The Believer, Scientific American...

Ah, também curtimos revistas de bordo. Destaque para KLM, Air France, British, Vietnam Airlines, e a uber-tosca porém fascinante Siem Reap Airways do Camboja.

 

A lista acima é bem incompleta e apenas cita algumas revistas que nos rodeiam neste momento. Além das acima há muitas outras que esquecemos, e quem quiser acrescentar mais algumas sugestões é só comentar...

 

 
 

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