|
|

| Portillo,
primeiro campeonato Brasileiro de Snowboard. Antes
das competições, uma sessão
de fotos off-piste. Heli-snowboard a 4000
metros. Eu fui no primeiro vôo para fotografar
o desembarque do segundo. O guia, a instrutora
de snowboard Jenny, e eu descemos no col de uma
montanha. No breve tempo em que o helicóptero
demorou para buscar a segunda equipe de snowboarders,
entrou uma tempestade de neve com ventos muito
fortes. Nos abrigamos atrás de umas rochas
e eu e a Jenny ficamos conversando sobre coisas
mais quentes, como Búzios, onde ela já
havia estado. O helicóptero sobrevoava
a área de pouso e fazia sinal de que não
ia pousar. O vento jogava a aeronave de um lado
pro outro. Após várias tentativas,
o piloto pousou, sempre mantendo a rotação
bem alta. Pulamos pra dentro, e após um
vôo hair-raising, chegamos ao hotel
sem maiores problemas. Muita sorte. A mesma aeronave
caiu
depois, matando o fotógrafo T.R.
Youngstrom, um jovem de muito talento. (Relato
de um sobrevivente).
|
|
|
|
|

| Elf
Authentique Aventure. Último dia de
cobertura. A Playboy
ia fechar antes e eu não ficaria até
o final da competição. Aproveitando
a oportunidade e o deslocamento dos competidores
que começavam a entrar nos Lençóis
Maranhenses, consegui uma vaga em um vôo
junto com o Gerárd
Fusil. Era final de tarde, e após o
pouso em um local literalmente chamado "Carrapato",
pegamos uma chuva forte. Escurecia, e as opções
eram encarar ou passar a noite ali. Gerárd
consultou o piloto e ele achou que dava. Deu,
mas foi por pouco. A chuva, horizontal, jogava
o helicóptero de um lado para o outro,
e quando pousamos, em Tutóia, não
dava pra ver absolutamente nada. Depois do pouso
deu vontade de fazer que nem o papa, beijar o
chão.
|

|
|
|