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Em
diversos países africanos, como na
Zâmbia, Zimbabwe, Congo, e Malawi, uma
vasta porção da população
acredita em bruxaria.
De
acordo com a crença local, nada de
mal acontece por acaso, e não existem
coincidências. Se algo de ruim lhe acontecer,
é porque alguém lhe colocou
um feitiço.
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| Existem
três tipos de objetos para bruxaria. Os ofensivos,
para ataque, os defensivos, para evitar ataques de
terceiros, e os de comunicação, para
contatar entidades do além. |
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| Objetos
masculinos são utilizados como forma de defesa, enquanto
os objetos femininos são para ataque. |
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| Acima,
arma chamada Kaliloze, feita de ossos humanos, cera,
e madeira. Associada a objetos ofensivos e enviada em missões
noturnas para causar danos a terceiros. |
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Os objetos de comunicação
sofrem uma curiosa influência da civilização
ocidental. Peças de telefones, aeronaves, e outros aparatos
tecnológicos são utilizados para aumentar os poderes
dos objetos. A utilização de um bocal de telefone
em uma peça facilita a comunicação com o
"outro lado", de acordo com o curador do National
Museum em Livingstone, Mr. Mungoni Sitale. |
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Magos e bruxos na África tem sofrido vários tipos
de perseguição. O Witchcraft Ordnance
de 1914, da Zâmbia, prevê até dois anos de
prisão para quem alegar ter vínculos com o sobrenatural
ou ameaçar terceiros e causar medo. Atualizado como o Witchcraft
Act em 1994, a lei é difícilmente aplicada,
geralmente por falta de provas concretas. Mas isto não
impede que moradores receosos tomem a lei em suas próprias
mãos queimando as casas dos bruxos ou os banindo das aldeias.
No Zimbabwe, a situação é bem pior e o Witchcraft
Suppression Act é mais severo, com penas de até
sete anos. |
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